Como as empresas estão enfrentando o apagão de mão de obra na cada vez mais essencial área de tecnologia da informação"
E lista três causas: baixa qualidade do ensino básico; busca por ensino superior em detrimento do técnico e as empresas contratam estudantes no lugar pessoal já com boa formação.
E não listaram uma causa bastante óbvia, mas que é sempre ignorada por esse tipo de reportagem: os baixos salários não atraem pessoal qualificado.
Segundo as pesquisas de salários do Datafolha, em 2003, um programador júnior ganhava um salário médio de 2.726 reais; em 2010, o salário 'saltou' para 2.896 reais. Descontada a inflação acumulada no período, 35,34%, isso representa um aumento real de apenas 6,6% ao longo de 7 anos. Um programador pleno teve um ganho médio real de 16,3% e um programador sênior, teve uma *perda* de 20,6%.
No caso de analista de sistemas, os valores para júnior, pleno e sênior são: -37,1%; +27,4% e +28,5%.
Considere-se que entre 2003 e 2010, a economia brasileira teve um crescimento real de 35,3%.
Para fins de comparação, um pedreiro teve em média um aumento real de 44,9% em seu salário entre 2003 e 2010.
Um nutricionista teve um aumento real médio de 14,8% e um engenheiro civil júnior, de 13,3%.
O salário mínimo brasileiro teve um aumento real de 69,2% no período.
Compilei os dados aqui.
Upideite(04/jan/2012): Não sei se esses valores salariais incluem a parte variável (e.g. bônus por metas).
0 comentários:
Postar um comentário