A Folha em editorial chamou a ditadura militar no Brasil de "ditabranda" e teve que se desculpar.
Em comemorações de seus 90 anos, a Folha achou por bem mexer em alguns esqueletos de seu armário - como o apoio a essa ditadura ("4 - O Papel na Ditadura"). É um exercício salutar de autocrítica. Embora Rodrigo Vianna considere algo insuficiente - bem, até concordo, como foi colocado em meio a uma tentativa de narrativa objetiva, eliminaram-se juízos, não há uma linha que diga algo como: "em uma ação vergonhosa nós apoiamos a ditadura".
Mas com episódios recentes como a própria "ditabranda" e a tal ficha da Dilma (pela qual o jornal não se desculpou - uma falsificação grosseira que o jornal sustenta como não sendo possível de ser demonstrada falsa...) é mesmo de se pôr as barbas de molho e saber o quanto de mea culpa é essa admissão.
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 12 de março de 2009
A ditabranda
Para cantar como "A banda" de Chico Buarque:
A ditabranda
Estava fulo da vida
O jornal Folha falou
Era a ditabranda a passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Reencontrou-se co'a dor
Vendo a ditadura passar
Com seu porrete e terror
O homem sério que contava dinheiro urrou
O faroleiro que contava vantagem gritou
A namorada que contava estrelas chorou
Ao ler e reler a mensagem
A moça alegre que vivia cantando sentiu
A rosa alegre que vivia aberta sumiu
E a meninada toda se indignou
Contra a ditabranda a protestar
Lembrando as coisas de horror
Estava fulo da vida
O jornal Folha falhou
Que era a ditabranda a passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Reencontrou-se co'a dor
Vendo a ditabranda passar
Com seu porrete e terror
O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair do terraço e falou
Quão feia bobagem aquela
Da ditadura ser de meia-tigela
O vozerio grave pela Barão de Limeira subiu
A bandeira que vivia escondida surgiu
E a internet inteira se levantou
Contra ditabranda a protestar
Lembrando as coisas de horror
E para o meu encanto
O que era galhofa acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a ditabranda passou
E cada qual de seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da ditabranda passar
Com seu porrete e terror
Depois da ditabranda passar
Lembrando as coisas de horror
Depois da ditabranda passar
"Nada disso, ó seu editor"
A ditabranda
Estava fulo da vida
O jornal Folha falou
Era a ditabranda a passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Reencontrou-se co'a dor
Vendo a ditadura passar
Com seu porrete e terror
O homem sério que contava dinheiro urrou
O faroleiro que contava vantagem gritou
A namorada que contava estrelas chorou
Ao ler e reler a mensagem
A moça alegre que vivia cantando sentiu
A rosa alegre que vivia aberta sumiu
E a meninada toda se indignou
Contra a ditabranda a protestar
Lembrando as coisas de horror
Estava fulo da vida
O jornal Folha falhou
Que era a ditabranda a passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Reencontrou-se co'a dor
Vendo a ditabranda passar
Com seu porrete e terror
O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair do terraço e falou
Quão feia bobagem aquela
Da ditadura ser de meia-tigela
O vozerio grave pela Barão de Limeira subiu
A bandeira que vivia escondida surgiu
E a internet inteira se levantou
Contra ditabranda a protestar
Lembrando as coisas de horror
E para o meu encanto
O que era galhofa acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a ditabranda passou
E cada qual de seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da ditabranda passar
Com seu porrete e terror
Depois da ditabranda passar
Lembrando as coisas de horror
Depois da ditabranda passar
"Nada disso, ó seu editor"
terça-feira, 10 de março de 2009
Pra ver a ditabranda passar...
Sim, a Folha já se desculpou pela "ditabranda", mas não dá para deixar tão barato. Oquei, é mais um vídeo tosco e não levarei nem o Leão de Barro em Cannes.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Jornalismo em tempo real?
Na Folha Online foi publicada reportagem sobre a decisão judicial que tirou o blogue Flit Paralisante do Blogger (atualmente hospedado no Wordpress).
Está bem apurada, apresenta as versões - procurou a versão do governador, mas não obteve retorno -, reporta os fatos.
Apenas duas coisas um pouco esquisitas: a) o ocorrido foi em janeiro, publicaram só agora, mês e meio depois (até este blogue capenga havia feito o registro); b) colocaram a reportagem na editoria de Informática (oquei, é um blogue, mas o caso está mais para esfera política nacional, portanto cairia melhor na editoria Brasil).
Questionada sobre esses dois pontos, a resposta da Folha foi a que segue abaixo:
"O furo não apareceu apenas no canal de Informática: ele também foi 'copiado' nos índices de Cotidiano e Brasil, tendo destaque na home da Folha Online e na home do UOL. A reportagem precisou ouvir todos os lados envolvidos (e também especialistas) antes de publicar. Isso demandou tempo entre a descoberta da suposta censura ao blog e a publicação do texto."
Boa a atitude de responderem. Aqui segue a minha opinião: não se trata de um furo (no sentido jornalístico), até este blogue mequetrefe havia noticiado antes; mesmo aparecendo em outras editorias online, a indicação na página da reportagem é a editoria de Informática; é um tempo meio inusual de apuração (que no fim acabou sem as declarações do governador), outras notas a respeito de censura não demoram tanto assim para pelo menos ser inicialmente publicada. Mas enfim, está dada a versão da Folha.
(Nota: comecei a escrever esta postagem no dia 5, data do cabeçalho, mas terminei de escrever no dia 6, data em que recebi a resposta da Folha.)
Está bem apurada, apresenta as versões - procurou a versão do governador, mas não obteve retorno -, reporta os fatos.
Apenas duas coisas um pouco esquisitas: a) o ocorrido foi em janeiro, publicaram só agora, mês e meio depois (até este blogue capenga havia feito o registro); b) colocaram a reportagem na editoria de Informática (oquei, é um blogue, mas o caso está mais para esfera política nacional, portanto cairia melhor na editoria Brasil).
Questionada sobre esses dois pontos, a resposta da Folha foi a que segue abaixo:
"O furo não apareceu apenas no canal de Informática: ele também foi 'copiado' nos índices de Cotidiano e Brasil, tendo destaque na home da Folha Online e na home do UOL. A reportagem precisou ouvir todos os lados envolvidos (e também especialistas) antes de publicar. Isso demandou tempo entre a descoberta da suposta censura ao blog e a publicação do texto."
Boa a atitude de responderem. Aqui segue a minha opinião: não se trata de um furo (no sentido jornalístico), até este blogue mequetrefe havia noticiado antes; mesmo aparecendo em outras editorias online, a indicação na página da reportagem é a editoria de Informática; é um tempo meio inusual de apuração (que no fim acabou sem as declarações do governador), outras notas a respeito de censura não demoram tanto assim para pelo menos ser inicialmente publicada. Mas enfim, está dada a versão da Folha.
(Nota: comecei a escrever esta postagem no dia 5, data do cabeçalho, mas terminei de escrever no dia 6, data em que recebi a resposta da Folha.)
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