@nadialapa, também conhecida como Letícia F., postou no blogue Cem Homens um texto sobre mulheres que agem de modo machista ao criticarem mulheres que gostam de se vestir de modo considerado sensual (roupas coladas, que mostram partes do corpo e acentuam as curvas).
Nos comentários, uma leitora reproduziu uma publicação no facebook de uma mulher que gosta de ser assediada (receber cantadas grosseiras). nadialapa sugeriu que a solução seria o assediador perguntar antes.
Creio que não funcione. E não pelo motivo que nadialapa sugere: "Se você não sabe a diferença entre flerte e assédio, realmente perguntar antes não resolve." Essa distinção não tem nenhum papel relevante na questão. Está a se falar de mulheres que gostam de receber cantadas, mesmo as mais grosseiras.
Sim, há que se respeitar as mulheres que não gostam de assédio. Mas a parcela que gosta de cantadas não é insignificante. Se você pergunta antes, digamos, "oi, você gosta de ser assediada?" para uma estranha na rua, a parcela que não gosta vai ser incomodada do mesmo jeito, já para a parcela que gosta será algo anticlimático.
Não convém adotar a estratégia de se assediar a todas, causará transtornos à parcela das mulheres que não gostam disso. Não dá para simplesmente não assediar nenhuma. Declaradamente, as mulheres que gostam têm até a autoestima afetada quando não recebem elogios (mesmo o do tipo que a outra parcela consideraria grosseria)*.
É preciso pensar em um modo prático e que não gere anticlímax que permita a distinção entre os grupos. A prática corriqueira de muitos homens de se fiarem no modo de se vestirem não é boa: parcela significativa das mulheres que gostam de se vestir 'sensualmente' não querem ser assediadas. E não é justo privar essa parcela do direito de se vestirem como gostarem.
(Obviamente o assédio definido como cantada grosseira *não* comporta nenhum consentimento de violação física. Se uma mulher gosta de receber 'cantada de pedreiro', não significa que ela aceite ser tocada.)
*Obs: Não se interprete essa questão de autoestima como uma desculpa, por parte dos homens, de assédio para o bem das mulheres, algo ridículo do tipo: "estou até fazendo um favor". É uma constatação, *declaradamente*, mulheres que gostam de ser assediadas sentem-se feias ou desvalorizadas quando não o são. Obviamente, os assediadores o farão porque faz bem a *eles*.
Disclêimer: O de praxe, sou machista. Não me orgulho disso.
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
Cantadas, galanteios e outras questões feministas
Como uma pessoa recebe uma cantada é um ato pessoal: pode achar um galanteio, pode ser indiferente a ela, pode considerar um aborrecimento menor ou ter uma forte opinião contrária - mesmo a cantadas das mais leves como "e aí, gatinha/o". Não me cabe julgar isso, só respeitar os sentimentos de cada um/a.
Porém, chamou-me a atenção um trecho do texto publicado no Blogueiras Feministas:
"Ao contrário do que muitos homens gostam de dizer por aí, a maioria de nós, mulheres, não se sente prestigiada ou enaltecida ao ser assediada na rua por um sujeito que ela não conhece e, tampouco, tem a intenção de conhecer."
Claro, depende um pouco do significado de assédio - no texto, a autora discute casos grotescos de tocar nas partes íntimas sem permissão, mas também diz que: "um dos medos constante na mente de qualquer mulher é o abuso sexual, que pode começar com uma aparentemente inofensiva 'cantada'" (grifo meu).
Tocar partes íntimas é considerado ato libidinoso e pode ser tipificado como estupro se envolver ameaça (art. 213 do Código Penal) ou violência sexual mediante fraude se envolver modo que dificulte a livre manifestação da vontade da vítima (art. 215) ou assédio sexual se se valer da condição de superior hierárquico (art. 216-A) ou, pelo menos, como ato obsceno (art. 233). Há que se avançar na legislação: por exemplo, não prevê casos que não envolvam ameaça (incluindo demissão) ou fraude realizados em locais não públicos - como no recesso do lar.
Mas, voltemos às cantadas inofensivas. Mesmo estas, se a pessoa não gosta, não devem ser proferidas. Não é este, no entanto, o ponto que discuto. É a afirmação de que a maioria das mulheres não recebem a cantada como elogio. Tecnicamente é verdade, mas não quer dizer que a maioria se sinta ofendida. Pesquisa realizada a pedido da Fundação Perseu Abramo* (do PT) em 2001, mostra que, se 32% das mulheres consideram as cantadas como desrespeitosas, 27% as recebem como elogio; 8% dizem que depende da cantada, 6% são indiferentes e 27% declaram que nunca foram cantadas.
Vendo unicamente pelo lado da reação das receptoras, a questão é um pouco mais matizada. O argumento não é exatamente: "não cante as mulheres porque elas consideram grosseiro", mas, sim: "Assumindo que a sensação de desrespeito tenha o mesmo peso da sensação de elogio e assumindo a probabilidade de que uma cantada tenha 50% de chances de ser do tipo grosseira; tomando-se uma mulher ao acaso da população, há uma chance de (32%+4%)/(100%-27%) = 49,31% de ser desagradável, uma chance de (27%+4%)/(100%-27%) = 42,46% de ser agradável e 8,22% de ser recebido com indiferença; portanto a expectativa de ganho é negativa, ainda que por pouco (-49,31% + 42,46% + 0 x 8,22% = -0,0685); então, a menos que você seja um galanteador muito bom, quando a expectativa de ganho é positiva (+0,0411 se 100% das suas cantadas forem positivas), o melhor é ficar quieto."
Esse raciocínio, no entanto, não vai funcionar bem se levarmos em conta o ganho por parte de quem faz a cantada. Se para o sujeito, ele ganha sempre que cantar alguma mulher, independente da resposta que provocar (um sorriso ou xingamento), a cantada vai ocorrer sempre. Porém, o argumento acima é para sensibilizar parte dos homens susceptível a esse tipo de argumento.
A coisa se complica mais se levarmos em conta o chamado sexismo benevolente. Provavelmente boa parte das cantadas e galanteios poderão ser vistas como reforço da imagem socialmente construída da mulher, qual seja, a de um ser incompletamente independente (é delicada, precisa ser protegida, ser tutelada). Mesmo para um homem mais esclarecido na questão (não é bem o meu caso, tenho que confessar), é um problema que vai entrar em sutilezas ainda maiores. Estudos mostram que as mulheres precisam ser treinadas para detectar casos de sexismo benevolente e nós, homens, mesmo quando enxergamos tais situações, recusamo-nos a ver como algo negativo.
Digamos que se trate de um homem razoavelmente esclarecido diante de uma mulher não treinada (a situação é improvável somente pela parte do homem razoavelmente esclarecido - no entanto, faz sentido somente nesse caso), como ele deve se portar? Respeitar a decisão da mulher como um agente independente ou tutelá-la treinando-a?
Bom esclarecer que ao expor tal situação, não estou tentando caricaturizar o feminismo; considero, porém, a questão bem posta: o que fazer?
Como disse no começo, meu posicionamento é de respeitar a decisão da pessoa. Se ela recebe uma cantada como ofensa pessoal, não passarei uma cantada; se ela recebe bem, não vejo problema algum (mesmo sob o mencionado risco do sexismo). Mas como saber se a garota recebe bem ou mal um galanteio? Se se trata de uma completa desconhecida, pra mim, vale o quadro discutido para uma cantada no meio da rua: de modo geral, é bom evitar (até porque, infelizmente, não me encaixo na categoria dos que dão cantadas certeiras). No entanto, se se conhece a pessoa, pode haver informação suficiente para que a expectativa de ganho seja positiva (para a mulher).
Mas e o fator do sexismo benevolente? A solução que vejo é deixar isso a cargo das mulheres. Que haja conversa e debate entre elas, feministas ou não, e elas decidam por si o que vale e o que não vale. Não no sentido de que um grupo dite para os homens como eles devem agir com todas as mulheres, mas que cada mulher, devidamente informada pelo debate, tenha clareza sobre o modo como deseja ser tratada e os homens respeitem as decisões individuais.
As feministas têm uma outra frente de trabalho também: fazer as próprias mulheres compreenderem o feminismo. Também segundo a pesquisa encomendada pela FPA, somente 45% das mulheres identificam o feminismo com a luta pela igualdade de diretos, 22% acham que se trata da superioridade feminina ou ser briguenta, 16% que é ser feminina (ser vaidosa, cuidar da casa), 23% nunca ouviram falar ou não sabem (a soma final é maior do que 100% - suponho que mais de uma opção poderia ser mencionada).
Disclêimer: O aviso de praxe - sou machista, mas não me orgulho disso.
*Upideite(11/set/2013): O link está quebrado. O atual é este.
*Upideite(8/mai/2014): Um estudo científico sobre o tema. (via @carlosom71)
Porém, chamou-me a atenção um trecho do texto publicado no Blogueiras Feministas:
"Ao contrário do que muitos homens gostam de dizer por aí, a maioria de nós, mulheres, não se sente prestigiada ou enaltecida ao ser assediada na rua por um sujeito que ela não conhece e, tampouco, tem a intenção de conhecer."
Claro, depende um pouco do significado de assédio - no texto, a autora discute casos grotescos de tocar nas partes íntimas sem permissão, mas também diz que: "um dos medos constante na mente de qualquer mulher é o abuso sexual, que pode começar com uma aparentemente inofensiva 'cantada'" (grifo meu).
Tocar partes íntimas é considerado ato libidinoso e pode ser tipificado como estupro se envolver ameaça (art. 213 do Código Penal) ou violência sexual mediante fraude se envolver modo que dificulte a livre manifestação da vontade da vítima (art. 215) ou assédio sexual se se valer da condição de superior hierárquico (art. 216-A) ou, pelo menos, como ato obsceno (art. 233). Há que se avançar na legislação: por exemplo, não prevê casos que não envolvam ameaça (incluindo demissão) ou fraude realizados em locais não públicos - como no recesso do lar.
Mas, voltemos às cantadas inofensivas. Mesmo estas, se a pessoa não gosta, não devem ser proferidas. Não é este, no entanto, o ponto que discuto. É a afirmação de que a maioria das mulheres não recebem a cantada como elogio. Tecnicamente é verdade, mas não quer dizer que a maioria se sinta ofendida. Pesquisa realizada a pedido da Fundação Perseu Abramo* (do PT) em 2001, mostra que, se 32% das mulheres consideram as cantadas como desrespeitosas, 27% as recebem como elogio; 8% dizem que depende da cantada, 6% são indiferentes e 27% declaram que nunca foram cantadas.
Vendo unicamente pelo lado da reação das receptoras, a questão é um pouco mais matizada. O argumento não é exatamente: "não cante as mulheres porque elas consideram grosseiro", mas, sim: "Assumindo que a sensação de desrespeito tenha o mesmo peso da sensação de elogio e assumindo a probabilidade de que uma cantada tenha 50% de chances de ser do tipo grosseira; tomando-se uma mulher ao acaso da população, há uma chance de (32%+4%)/(100%-27%) = 49,31% de ser desagradável, uma chance de (27%+4%)/(100%-27%) = 42,46% de ser agradável e 8,22% de ser recebido com indiferença; portanto a expectativa de ganho é negativa, ainda que por pouco (-49,31% + 42,46% + 0 x 8,22% = -0,0685); então, a menos que você seja um galanteador muito bom, quando a expectativa de ganho é positiva (+0,0411 se 100% das suas cantadas forem positivas), o melhor é ficar quieto."
Esse raciocínio, no entanto, não vai funcionar bem se levarmos em conta o ganho por parte de quem faz a cantada. Se para o sujeito, ele ganha sempre que cantar alguma mulher, independente da resposta que provocar (um sorriso ou xingamento), a cantada vai ocorrer sempre. Porém, o argumento acima é para sensibilizar parte dos homens susceptível a esse tipo de argumento.
A coisa se complica mais se levarmos em conta o chamado sexismo benevolente. Provavelmente boa parte das cantadas e galanteios poderão ser vistas como reforço da imagem socialmente construída da mulher, qual seja, a de um ser incompletamente independente (é delicada, precisa ser protegida, ser tutelada). Mesmo para um homem mais esclarecido na questão (não é bem o meu caso, tenho que confessar), é um problema que vai entrar em sutilezas ainda maiores. Estudos mostram que as mulheres precisam ser treinadas para detectar casos de sexismo benevolente e nós, homens, mesmo quando enxergamos tais situações, recusamo-nos a ver como algo negativo.
Digamos que se trate de um homem razoavelmente esclarecido diante de uma mulher não treinada (a situação é improvável somente pela parte do homem razoavelmente esclarecido - no entanto, faz sentido somente nesse caso), como ele deve se portar? Respeitar a decisão da mulher como um agente independente ou tutelá-la treinando-a?
Bom esclarecer que ao expor tal situação, não estou tentando caricaturizar o feminismo; considero, porém, a questão bem posta: o que fazer?
Como disse no começo, meu posicionamento é de respeitar a decisão da pessoa. Se ela recebe uma cantada como ofensa pessoal, não passarei uma cantada; se ela recebe bem, não vejo problema algum (mesmo sob o mencionado risco do sexismo). Mas como saber se a garota recebe bem ou mal um galanteio? Se se trata de uma completa desconhecida, pra mim, vale o quadro discutido para uma cantada no meio da rua: de modo geral, é bom evitar (até porque, infelizmente, não me encaixo na categoria dos que dão cantadas certeiras). No entanto, se se conhece a pessoa, pode haver informação suficiente para que a expectativa de ganho seja positiva (para a mulher).
Mas e o fator do sexismo benevolente? A solução que vejo é deixar isso a cargo das mulheres. Que haja conversa e debate entre elas, feministas ou não, e elas decidam por si o que vale e o que não vale. Não no sentido de que um grupo dite para os homens como eles devem agir com todas as mulheres, mas que cada mulher, devidamente informada pelo debate, tenha clareza sobre o modo como deseja ser tratada e os homens respeitem as decisões individuais.
As feministas têm uma outra frente de trabalho também: fazer as próprias mulheres compreenderem o feminismo. Também segundo a pesquisa encomendada pela FPA, somente 45% das mulheres identificam o feminismo com a luta pela igualdade de diretos, 22% acham que se trata da superioridade feminina ou ser briguenta, 16% que é ser feminina (ser vaidosa, cuidar da casa), 23% nunca ouviram falar ou não sabem (a soma final é maior do que 100% - suponho que mais de uma opção poderia ser mencionada).
Disclêimer: O aviso de praxe - sou machista, mas não me orgulho disso.
*Upideite(11/set/2013): O link está quebrado. O atual é este.
*Upideite(8/mai/2014): Um estudo científico sobre o tema. (via @carlosom71)
quinta-feira, 4 de março de 2010
Porra, Nassif: Deixa Soninha mostrar
A bem da verdade, Soninha não vai mostrar muita coisa. Nem pela idade - aos 42 anos não é mais a jovem que ficou famosa na MTV (ainda que não seja a primeira quarentona nas páginas da Preibói) -, mas porque não vai mesmo mostrar nem peito, nem bunda, nem a genitália externa. Vai muito no estilo das fotos que tirou para um calendário a favor do uso da bicicleta.
Mas aí, ô Nassif, você solta uma postagem em seu blogue: "O que a Soninha pretendeu demonstrar nesta foto não foi sequer a sensualidade como arma política: foi o poder."
Quequeéisso? Talvez tenha argumentos para essa tese, Nassif. Mas nessa postagem só consta essa afirmação peremptória.
Dá pra inventar um monte de historinhas psicologizantes - pouparei delas o eventual leitor deste blogue. (Do mesmo modo que irei poupar o mesmo leitor sobre as razões da crítica de Nassif.) O ponto é: e daí?
E daí que ela pousou seminua ou mesmo nua? 1) Compra ou vê quem quer a Preibói. 2) A moralidade na condução do cargo público *não* se mede por uma suposta pudicícia em relação a seu próprio corpo.
O que interessa é se ela atuou bem: Roubou, infringiu a lei? (Não há nenhuma suspeita séria de malversação de dinheiro público por parte da Sra. Soninha Francine. Acho que o maior "escândalo" foi o *não* pagamento de uma festa de aniversário - em que o dono do bufê *não* queria receber.) Foi eficiente em seu papel? (Acho que foi uma vereadora um tanto apagada, idem como subprefeita - embora o pessoal da Lapa e adjacências tenha melhor conhecimento de causa para avaliar. Reconheço o mérito na abertura da comunicação - tendo um blogue especialmente criado sobre sua administração como subprefeita.)
De resto, se ela quer mostrar seu próprio corpo ou parte dele, qual o problema? Vê quem quer. Ah! Povo vai falar? Que fale. Se não quiserem mais votar nela por causa disso, que não votem. Se não quiserem mais votar em quem a emprega, que não votem. (E, claro, os que quiserem votar a despeito disso ou por causa disso, que votem.) Simples assim.
Mas aí, ô Nassif, você solta uma postagem em seu blogue: "O que a Soninha pretendeu demonstrar nesta foto não foi sequer a sensualidade como arma política: foi o poder."
Quequeéisso? Talvez tenha argumentos para essa tese, Nassif. Mas nessa postagem só consta essa afirmação peremptória.
Dá pra inventar um monte de historinhas psicologizantes - pouparei delas o eventual leitor deste blogue. (Do mesmo modo que irei poupar o mesmo leitor sobre as razões da crítica de Nassif.) O ponto é: e daí?
E daí que ela pousou seminua ou mesmo nua? 1) Compra ou vê quem quer a Preibói. 2) A moralidade na condução do cargo público *não* se mede por uma suposta pudicícia em relação a seu próprio corpo.
O que interessa é se ela atuou bem: Roubou, infringiu a lei? (Não há nenhuma suspeita séria de malversação de dinheiro público por parte da Sra. Soninha Francine. Acho que o maior "escândalo" foi o *não* pagamento de uma festa de aniversário - em que o dono do bufê *não* queria receber.) Foi eficiente em seu papel? (Acho que foi uma vereadora um tanto apagada, idem como subprefeita - embora o pessoal da Lapa e adjacências tenha melhor conhecimento de causa para avaliar. Reconheço o mérito na abertura da comunicação - tendo um blogue especialmente criado sobre sua administração como subprefeita.)
De resto, se ela quer mostrar seu próprio corpo ou parte dele, qual o problema? Vê quem quer. Ah! Povo vai falar? Que fale. Se não quiserem mais votar nela por causa disso, que não votem. Se não quiserem mais votar em quem a emprega, que não votem. (E, claro, os que quiserem votar a despeito disso ou por causa disso, que votem.) Simples assim.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Discriminação sexual na Royal Institution?
A ex-diretora da Royal Institution, Susan Greenfield, segundo reportagem do Guardian, decidiu processar a instituição por discriminação sexual.
É estranho que ela tenha sido trancada para fora de seu flat poucas horas depois de demitida do cargo que exerceu por 11 anos. Mas teria sido sua demissão motivada mesmo por questões sexuais?
Entre as especulações levantadas pela reportagem está a crise financeira por que passa a RI. Crise que teria se agravado por decisões de Greenfield.
É estranho que ela tenha sido trancada para fora de seu flat poucas horas depois de demitida do cargo que exerceu por 11 anos. Mas teria sido sua demissão motivada mesmo por questões sexuais?
Entre as especulações levantadas pela reportagem está a crise financeira por que passa a RI. Crise que teria se agravado por decisões de Greenfield.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Coisa bonita, coisa gostosa...
Tá, o título não é nem um pouco original. Não é uma Susan Boyle, mas também chamou a atenção por fugir do figurino tradicional. Lizzie Miller é muito bonita, sim, e sua foto para a revista Glamour em que exibe sem inibições uma barriga mais saliente foi alvo de mensagens elogiosas à publicação.
Mas não é sobre gordura, a ditadura da moda e tudo o mais que foi discutido em cima do episódio que gostaria de falar. E sim sobre... incisivos. Incisivos um pouco maiores, não os dentões da Mônica.
Lizzie Miller, Keira Knightley, Brigitte Bardot, Natália Guimarães, Scarlett Johanson, Jessica Alba... todas têm incisivos superiores que se projetam ligeiramente além da linha formada pelas bordas dos demais dentes. Não sei se alguém já criou uma teoria a respeito da beleza a partir da forma da linha dos dentes - como existem a respeito do corpo de violão.
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Mas não é sobre gordura, a ditadura da moda e tudo o mais que foi discutido em cima do episódio que gostaria de falar. E sim sobre... incisivos. Incisivos um pouco maiores, não os dentões da Mônica.
Lizzie Miller, Keira Knightley, Brigitte Bardot, Natália Guimarães, Scarlett Johanson, Jessica Alba... todas têm incisivos superiores que se projetam ligeiramente além da linha formada pelas bordas dos demais dentes. Não sei se alguém já criou uma teoria a respeito da beleza a partir da forma da linha dos dentes - como existem a respeito do corpo de violão.
Tudo por 1,99
Será que a Danuza Leão leu este estudo do IBGE?
"IBGE divulga Indicadores Demográficos e de Saúde
No Sul e Centro-Oeste, o início da transição da fecundidade ocorre a partir do início da década de 70, enquanto no Norte e Nordeste, apenas no início da década de 80. O declínio manteve-se nas décadas seguintes, chegando à estimativa de 1,99 filho em 2006 - um declínio vertiginoso em 30 anos em relação a países desenvolvidos, que demoraram mais de um século para atingir patamares similares."
Se não no IBGE, ao menos na Folha Online?
Palavras da Danuza Leão na Folha de São Paulo em 19/jul/2009: "Está mais do que na hora de lei limitar a dois o número de filhos, e quem ultrapassar não ter mais Bolsa Família".
1,99 filho por mulher, estamos *abaixo* da taxa de reposição de casais. Daqui a pouco o Bolsa Família deverá, não punir quem tenha mais filhos, e sim *premiá-lo* - como já fizeram no Japão e a Espanha:
Contra crise, Espanha adota o 'cheque-bebê'
Queda no número de crianças preocupa Japão
-----------------
Ok, vou ser preconceituoso, mas tá mais do que na hora dos membros das zelites abrirem o bico só para falar de música, moda, etiqueta, alta gastronomia... e quem sair disso não ter mais Bolsa Louis Vuitton ou Hermès. Deixem as políticas sociais para os especialistas. Vai um cabernet sauvignon, aí?
"IBGE divulga Indicadores Demográficos e de Saúde
No Sul e Centro-Oeste, o início da transição da fecundidade ocorre a partir do início da década de 70, enquanto no Norte e Nordeste, apenas no início da década de 80. O declínio manteve-se nas décadas seguintes, chegando à estimativa de 1,99 filho em 2006 - um declínio vertiginoso em 30 anos em relação a países desenvolvidos, que demoraram mais de um século para atingir patamares similares."
Se não no IBGE, ao menos na Folha Online?
Palavras da Danuza Leão na Folha de São Paulo em 19/jul/2009: "Está mais do que na hora de lei limitar a dois o número de filhos, e quem ultrapassar não ter mais Bolsa Família".
1,99 filho por mulher, estamos *abaixo* da taxa de reposição de casais. Daqui a pouco o Bolsa Família deverá, não punir quem tenha mais filhos, e sim *premiá-lo* - como já fizeram no Japão e a Espanha:
Contra crise, Espanha adota o 'cheque-bebê'
Queda no número de crianças preocupa Japão
-----------------
Ok, vou ser preconceituoso, mas tá mais do que na hora dos membros das zelites abrirem o bico só para falar de música, moda, etiqueta, alta gastronomia... e quem sair disso não ter mais Bolsa Louis Vuitton ou Hermès. Deixem as políticas sociais para os especialistas. Vai um cabernet sauvignon, aí?
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