quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Pequeno segredo verde
- em 2002, então deputado federal pelo PT, acompanha as investigações do homicídio do prefeito de Santo André, Celso Daniel, também do PT. A investigação conclui por crime comum, conclusão acatada por Greenhalgh. Nesse meio tempo, um dos presos suspeito de matar Celso Daniel, acusa o então deputado de torturá-lo para obter a confissão;
- em 2005, perde eleição à presidência da Câmara dos Deputados para Severino Cavalcanti, do PP;
- em 2008, advogado do banqueiro Daniel Dantas, é acusado de fazer lobby para permitir a fusão das teles Brasil Telecom e Oi;
- em 2009, advogado de Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália por homicídio de quatro pessoas, consegue a concessão de refúgio no Brasil pelo Ministro da Justiça Tarso Genro, criando um incidente diplomático com o governo italiano.
Sujeito bastante ocupado, o Mr. Green.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
ATEA tu, Brutus?
Inspirada em campanhas como o "Ônibus Ateu", da jornalista britânica Ariane Sherine (encampada pela British Humanist Association), a ATEA lançou uma proposta similar. A campanha da ATEA ganhou uma reportagem do Terra.
Daniel é meu amigo, mas quem tem um amigo como eu não deve precisar muito de adversários.
Farei aqui uma crítica. Não tenho certeza se ela é construtiva.
1) Por que eu tenho um pé atrás em relação à ATEA? Ela nominalmente pretende representar ateus *e* agnósticos, mas no próprio nome fantasia, ela remete exclusivamente à "ateidade" (permita-me o neologismo para designar um caráter não necessariamente militante de quem é ateu) ou mesmo ao ateísmo (aqui referindo-se ao caráter do ateu militante).
1.1) Mesmo não sendo intencional - e não tenho a menor dúvida de que *não* é intencional - isso faz com que os agnósticos fiquem, não apenas em um plano inferior, mas funcionem simplesmente como uma escada: dar volume e emprestar uma maior representatividade ao movimento para um esforço que beneficiará quase que exclusivamente aos ateus.
1.2) Provavelmente, Sottomaior falou sobre os agnósticos na campanha, mas até pelo nome ATEA (e pela inspiração da campanha ateia britânica), ficou como uma campanha exclusivamente ateia.
2) "Enquanto isso, os ateus já traçam outros planos. Um deles é o Dia do Orgulho Ateu, a ser comemorado em 12 de fevereiro, data do nascimento do naturalista britânico Charles Darwin (1809-1882)". Canibalizar o Darwin Day para representar o ateísmo/ateidade é um grande desserviço em relação à compreensão da teoria da evolução pelos crentes - reforçando a identificação dela com o ateísmo e, o maior problema, anti-religiosidade. Essa é uma crítica que tenho em relação a Dawkins em obras como "Deus: um delírio". (Dawkins não é um exemplo de relações públicas.) Aqui um texto interessante do jornalista Reinaldo José Lopes sobre evolução e ateísmo.
3) "[...] os dos nossos *concorrentes*, a Igreja" - não tenho certeza a respeito da intencionalidade ou não, mas isso textualmente coloca a campanha e a ATEA como *anti*-clericais ou mesmo *anti*-religiosas. E não simplesmente arreligiosa (ou é a-religiosa na nova ortografia?).
4) "Usamos muitas analogias do movimento gay porque muitos deles acham que são a última minoria, mas somos nós." - sou testemunha de que Sottomaior *não* é homofóbico, muito ao *contrário* (não, ele mesmo não é guei, mas participa frequentemente de encontro e ações de defesa do direito LGBTT), mas esse trecho acabou soando como uma provocação desnecessária ao movimento guei.
5) "Pode ser até um representante no Congresso. 'Ele poderia propor projetos relativos ao ateísmo. Seria difícil ser aprovado, mas pelo menos traria a discussão', acredita Sottomaior." Esse trecho textualmente:
5.1) coloca a ATEA como exclusivamente a serviço do ateísmo/da ateidade;
5.2) propõe a ATEA como uma plataforma de poder;
5.3) legitima o uso da política como uma forma de beneficiar grupos religiosos - como a bancada dos evangélicos, etc.
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Sou plenamente favorável a que minoriais se organizem para lutarem por seus direitos. Mas se a ATEA se propõe a representar não apenas os ateus, como também os agnósticos, as ações e o discursos precisam ser
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Governador Paulista José Serra tira blogue do ar
Aqui, o novo endereço do Flit-Paralisante.
Updeite (04/mar/2009): Hoje, a Folha Online deu sobre o caso.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Saída de Nassif da Folha v. 2.1/5.0 - II
Acho que faltaram algumas informações em minha tentativa de sumarizar o imbróglio. Abaixo publico a mensagem original que enviei ao ombudsman da Folha de São Paulo (naturalmente omitirei o meu endereço pessoal de email: não que seja difícil de encontrá-lo - se alguém quiser mandar alguma mensagem, é pelo hotmail -, mas apenas para não deixar um alvo fácil para spams; omito também as mensagens apensadas ao fim de cada email, que apenas reproduz o que vai em ordem cronológica).
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From: rmtakata@xxx
To: ombudsman@xxx
Subject: Info sobre demissao de Luis Nassif
Date: Tue, 15 Jul 2008 11:05:35 -0300
Prezado Sr. Ombusdman Carlos Eduardo Lins da Silva,
Nesta semana o colunista Diogo Mainardi escreveu na Veja sobre a causa da demissão do jornalista Luis Nassif da Folha de São Paulo:
"Ele foi demitido da Folha de S.Paulo pouco tempo depois, por causa de um fato ainda mais nauseabundo: a suspeita de ter usado seus artigos no jornal para achacar o governo de Geraldo Alckmin. Em 2004, Luis Nassif convidou o secretário Saulo de Castro para um fórum de debates organizado por sua empresa, Dinheiro Vivo. O detalhe sórdido era o seguinte: para o secretário poder participar do evento, o governo paulista teria de desembolsar 50.000 reais. Saulo de Castro negou o pedido.
Em 2005, Luis Nassif voltou à carga, cobrando uma tarifa ligeiramente mais modesta, de 35.000 reais. A assessora de Saulo de Castro mandou um e-mail para o chefe com este comentário: "Não é à toa que a empresa se chama Dinheiro Vivo". Saulo de Castro negou o pedido mais uma vez. Luis Nassif decidiu retaliar. Em sua coluna, passou a atacar sistematicamente o governo Alckmin, em particular o secretário Saulo de Castro. Quando o diretor da Folha de S.Paulo, Otavio Frias Filho, foi informado das suspeitas em torno de Luis Nassif, demitiu-o imediatamente. Nesta semana, falei sobre o episódio com Otavio Frias Filho. Ele confirmou."
http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/160708/mainardi.shtml
Gostaria de confirmar essa informação.
Sem mais para o momento, agradeço desde já.
Cordialmente,
Roberto Takata
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Ao que o ombudsman respondeu:
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Date: Tue, 15 Jul 2008 14:06:43 -0300
From: ombudsma@xxx
To: rmtakata@xxx
Subject: OMBUDSMAN FOLHA SP
CC: ombconfirmado@xxx
Caro Sr. Roberto:
Também estou tentando obter essa informação. Otavio Frias Filho está em férias e inacessível. Assim que eu tiver uma palavra dele, eu o informarei.
Um abraço,
Carlos Eduardo Lins da SilvaOmbudsman - Folha de S.Paulo
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Três meses depois, tornei a entrar em contato:
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From: rmtakata@xxx
To: ombudsma@xxx
Subject: RE: OMBUDSMAN FOLHA SP
Date: Thu, 16 Oct 2008 05:09:43 -0200
Prezado Sr. Ombudsman Carlos Eduardo Lins da Silva,
Já há uma confirmação ou negação por parte do Sr. Otavio Frias Filho?
Grato,
Roberto Takata
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Ele me respondeu:
From: ombudsma@xxx
To: rmtakata@xxx
Subject: Re: OMBUDSMAN FOLHA SP
Date: Thu, 16 Oct 2008 16:22:56 -0300
Caro Sr. Roberto:
Estou encaminhando sua questão para a Direção de Redação para que ela lhe responda diretamente.
Um abraço,
Carlos Eduardo Lins da Silva
Ombudsman - Folha de S.Paulo
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Quatro dias depois:
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Date: Mon, 20 Oct 2008 17:08:26 -0300
From: ombudsma@xxx
To: rmtakata@xxx
Subject: OMBUDSMAN FOLHA SP
CC: ombconfirmado@xxx
Caro Sr. Roberto Takata:
Abaixo, a resposta que recebi do diretor de Redação para a sua indagação.
“Não confirmo o que afirmou Diogo Mainardi na passagem em questão. Limitei-me a dizer a esse colunista, que me dirigiu na época perguntas a respeito, que a substituição da coluna de Luís Nassif na Folha deveu-se a vários motivos. Um desses motivos, assinalei, eram indícios de que o colunista não estava sendo suficientemente cuidadoso ao separar sua atividade como colunista de sua atividade à frente da agência Dinheiro Vivo. “
Um abraço,
Ombudsman - Folha de S.Paulo
Manifestação:
Carlos Eduardo Lins da Silva
Ombudsman - Folha de S.Paulo
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Finalizando, respondi:
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From: rmtakata@xxx
To: ombudsma@xxx
Subject: RE: OMBUDSMAN FOLHA SP
Date: Tue, 21 Oct 2008 06:28:20 -0200
Prezado Sr. Ombudsman Carlos Eduardo Lins da Silva,
Muitíssimo obrigado pela informação. V. Sra. e Folha mais uma vez cumprem com a tradição de clareza e transparência.
Cordialmente,
Roberto Takata
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O colunista Reinaldo Azevedo, da revista Veja, reproduziu a resposta de Otavio Frias Filho que publiquei. Ali ele se refere a um "nassifista" (entre aspas). Não sei se ele se refere a mim; é possível que sim, a resposta de Frias Filho havia sido publicada aqui e na seção de comentários de uma postagem do blogue Imprensa Marrom (em um comentário que eu mesmo enviei, claro) - mas não é possível se ter certeza, pois não se fez nenhuma remissão para a página com a postagem neste blogue.
Em se confirmando que o adjetivo se refere a mim, eu não me considero um nassifista (com ou sem aspas). (Sim, frequento o blogue do jornalista Luis Nassif.)
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Mezzo mezzo 2: É matemática pura
Mas é de lascar os argumentos usados pelos defensores de cotas para meias-entradas. Segundo a Gabriela Duarte, hoje ninguém mais paga inteira. Segundo os atores e produtores de cinema, os preços dos ingressos irão cair 40%.
Vamos supor que hoje 100% dos ingressos sejam meia-entrada (o que é certamente um exagero). Vamos supor que haja a alegada queda de 40% no preço final dos ingressos. E vamos supor que os 60% de vagas de inteiras sejam preenchidas. Isso é o princípio da misericórdia na argumentação: aceitam-se todas as premissas dadas como verdadeiras.
Hoje a arrecadação média seria de: 1* 0% + 0,5*100% = 0,5.
(Preço da inteira, fração dos que pagam inteira; preço da meia, fração dos que pagam meia; preço médio final.)
Com a lei aprovada:
0,6*60% + 0,3*40% = 0,36 + 0,12 = 0,48.
Há uma *queda* relativa de 0,02/0,5 = 4% na arrecadação por sessão por espectador.
Podem alegar que, com a queda nos preços, haverá um aumento no total de espectadores, compensando a diminuição na arrecadação por sessão por espectador. Seria uma alegação justificável. Mas tem um porém, isso significa que basta baixar o preço dos ingressos para aumentar o público, isso independentemente de cotas.
Como diz Wagner Moura, é pura matemática.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Mezzo mezzo
Segundo o argumento dos artistas, a meia-entrada acaba encarecendo os ingressos, diminuindo a participação do público e a remuneração dos artistas. Dizem que, com as cotas, o preço dos ingressos irão diminuir em 30 a 40%.
Duvido muito que haja diminuição no preço dos ingressos dos espetáculos. Mas acho a demanda justa.
Eu, porém, vou além. Defendo o fim completo da meia-entrada para estudantes. E, em mais um passo, defendo que filmes, espetáculos e quetais produzidos com verbas oriundas de leis de incentivo à cultura com renúncia fiscal, tenham descontos *universais* no preço dos ingressos ou dos exemplares proporcionais ao montante representado por tais verbas: por exemplo, se um filme foi 100% financiado através da Lei Rouanet, os ingressos desses filmes devem ter um desconto de 80% valendo para *todo mundo*. (Afinal, a renúncia fiscal encarece o imposto de todo mundo, como disse muito apropriadamente o ator Wagner Moura sobre a influência das meias-entradas no preço final: é matemática pura...)
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Santo processo, Batman!
Se a moda pega:
Ajax, Ontário, Canadá
Bane, Nigéria
DC (District of Columbia), EUA
Flash, Staffordshire, RU
Joker, Texas, EUA
Marvel, Colorado, EUA
Penguin, Tasmânia, Austrália
Phoenix, Arizona, EUA
Taz, Casaquistão
Thor, Iowa, EUA
Wolverine, Michigan, EUA